Um atlas é uma coleção de mapas, tradicionalmente apresentada em um livro. Com a popularização da informática, os atlas também passaram a ser publicados em meios digitais, como os CD-ROMs ou a World Wide Web.
De acordo com Kraak e Ormeling (citados por ARCHELA, BARROS; 2008), os atlas digitais são classificados da seguinte forma:
- Atlas para comunicação – conjunto de mapas estáticos como os do livro, mas com a vantagem do baixo custo de reprodução.
- Atlas interativos – permitem a combinação de diferentes variáveis para a composição dos mapas.
- Atlas analíticos – além da combinação de variáveis, oferecem funções de geoprocessamento.
A vantagens dos atlas digitais está na ampliação potencial do uso do cérebro humano para reconhecer padrões e relações dos fenômenos no seu contexto espacial, chamada por Taylor (citado por ARCHELA, BARROS; 2008) de cognição cartográfica.
REFERÊNCIA:
ARCHELA, Rosely Sampaio; BARROS, Mirian Vizintim Fernandes. Integração do conhecimento cartográfico ao meio digital: metodologia para construção de atlas interativos. Terra Plural, Ponta Grossa, v.2, n.2, p.267-278, jul./dez. 2008.
→ Sem comentáriosTags: Geovisualização
Visualização cartográfica, de acordo com Hallisey (2005), não é o mesmo que Análise Espacial de Dados. Para a autora, apesar das diferenças serem sutis, a visualização é mais direcionada a uma exploração visual enquanto a análise espacial busca respostas, na maioria das vezes, com apoio da matemática e da estatística. Ambas, entretanto, se apoiam na computação.
Para exemplificar a importância da exploração visual, Hallisey (2005) cita os estudos da distribuição de tornados em áreas urbanas e rurais feitos por geógrafos, climatologistas, meterologistas e outros ao longo da história. Até há algum tempo, os tornados eram registrados por observação direta. As áreas urbanas, mais populosas, consequentemente possuiam mais registros de tornados que as áreas rurais. À medida que as populações rurais cresciam, aumentavam os registros de tornados nas suas áreas, mas isso não significa que as ocorrências aumentavam. Significa apenas que havia mais gente para registrá-los. Isso foi percebido através da projeção em um mapa do cruzamento das ocorrências de tornados com as densidades populacionais.
Mesmo que essa relação pudesse ter sido encontrada através de algum algoritmo computacional, aqui isso aconteceu através visualização cartográfica, ou seja, a partir da análise visual, que complementa as informações textuais ou matemáticas. A visualização cartográfica tem como objetivo, portanto, “a compreensão das informações e do conhecimento espacial através da apresentação visual interativa” (Hallisey, 2005, p.353, tradução nossa).
REFERÊNCIA:
HALLISEY, Elaine J.. Cartographic Visualization: An Assessement and Epistemological Review. The Professional Geographer, v. 57, n. 3, p.350-364, ago. 2005.
→ Sem comentáriosTags: Geovisualização
Com o surgimento do Google Maps, a incorporação dos GPSs nos celulares, a oferta de aparelhos também de GPS para os carros e algumas coisas mais, o uso de mapas se tornou popular. Buddy Kite, editor assistente da Esquire, elaborou para o site da revista uma lista de usos inovadores dos mapas na Web. Combinando teorias, técnicas e estética, os mapas são usados por desde epidemiologistas procurando informações sobre como uma doença infecciosa se espalha (ver o Mapa da Influenza A – H1N1) até por analistas de marketing buscando os melhores locais para colocarem seus anúncios. Além de informar localizações e dar visibilidade às rotas, os mapas permitem a descoberta de padrões e relações escondidas nos dados espaciais.
Mas Kite nos prepara para uma nova revolução: muitas das informações que dão origem aos mapas, especialmente aqueles que se referem às pessoas, poderão ser coletadas instantaneamente através dos telefones celulares, GPS e quaisquer outros dispositivos portáteis com recursos wireless. Para isso, ele se apóia nas afirmações de Carlo Ratti, diretor do SENSEable City Laboratory e professor do MIT, que disse que, por a tecnologia estar cada vez menor e mais distribuída pelo ambiente, será possível descrever uma cidade em tempo real.
Mais que oferecer coordenadas de locais diversos ou rotas para esses locais, os mapas permitirão saber quem são as pessoas que estão lá e o que elas fazem. Através das suas interações com os mapas, como as permitidas pelo Google Maps, Kite diz que as pessoas definirão a cidade.
Kite exemplifica sua visão citando o CitySense, um programa para dispositivos portáteis (BlackBerries e iPhones, por enquanto), que mostra um mapa da cidade de São Francisco com a distribuição de pessoas com interesses em comum – a medida em que se movem pela cidade. A representação utilizada é de pequenos quadrados, cujas cores definem as tribos: banqueiros aparecem em verde, metaleiros em vermelho, etc. Esse programa ajuda as pessoas a saberem onde estão desde os congestionamentos do trânsito até as baladas quentes da cidade.
REFERÊNCIA:
KITE, Buddy. KITE, Buddy. Future of Digital Cartography: New mapmaker software. Esquire, 9 dez. 2008. Disponível em: http://www.esquire.com/features/best-and-brightest-2008/best-new-cartographers-1208. Acesso em: 4 jun. 2009.
→ Sem comentáriosTags: Geovisualização