O dicionário Houaiss define prazer como “sensação ou emoção agradável, ligada à satisfação de uma necessidade, do exercício harmonioso das atividades vitais, etc.; alegria, contentamento, júbilo”. Patrick Jordan, no livro Designing Pleasurable Products, aplica o conceito de prazer aos produtos. Para ele, o prazer é composto por três benefícios:
- Benefícios práticos – resultam da eficiência e da eficácia da tarefa em que o produto é usado.
- Benefícios emocionais – são aqueles relacionados a como o produto afeta o humor do seu usuário. Um produto pode ser, por exemplo, excitante, interessante, divertido, desafiante, etc.
- Benefícios hedônicos – estão ligados às sensações e à estética associadas ao produto.
Enquanto Jordan usa o termo prazer em seu texto, outros autores baseiam-se em termos diferentes nos seus trabalhos. Diversão, por exemplo, foi o termo escolhido por M. A. Blythe, K. Overbeeke, A. F. Monk e P. C. Wright no livro Funology
Já Mihaly Csikszentmihalyi, autor do livro Flow: the Psychology of Optimal Experience, prefere usar o termo divertimento (enjoyment), pois para ele, prazer é a sensação agradável que vem da satisfação de necessidades fisiológicas e divertimento é a sensação agradável não oriunda das necessidades fisiológicas.
Por outro lado, Jordan decompõem o prazer em quatro componentes: física, psíquica, social e ideológica. Essa composição indica que, para ele, prazer vai muito além da satisfação de necessidades fisiológicas
Enquanto eles não chegam a um acordo, acho que tanto diversão (no lugar de divertimento que não é usual no nosso país) e prazer podem ser usados. A escolha dependerá do contexto do seu emprego.
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