Em uma entrevista com Barry Schwartz, autor do livro The Paradox of Choice: Why More is Less, Jared Spool extraiu do autor uma solução para o problema do excesso de opções.
Para Barry, gerar opções é uma etapa vencida. O problema agora é facilitar o processo de escolha entre essas opções, a partir de algum tipo de filtro, pois sem isso, estaremos fadados a viver com o excesso (e a ansiedade) de opções.
Ele explica que as pessoas normalmente têm a impressão de que o problema do excesso de opções se encerra quando o consumidor faz sua escolha. Mas, de acordo com ele, elas estão erradas. Quando há muitas opções, o consumidor, mesmo satisfeito com o produto (ou serviço) adquirido ficará sempre questionando se outra opção não teria sido melhor. E, conseqüentemente, acabará frustrado. Mais, pelo menos, do que se houvesse apenas uma ou duas opções.
Barry discute três tipos de filtros: aqueles automáticos, que buscam extrair informações dos dados de compras anteriores ou de manifestações de interesse (por exemplo, capturando a trajetória da navegação do consumidor), aqueles colaborativos, em que outros usuários fazem recomendações informais, e aqueles pessoais, em que um especialista faz recomendações com base na sua opinião pessoal.
O primeiro tipo requer um bom sistema por trás, o que representa custos de implantação altos, e que, por ser automático, não é 100% confiável. O segundo tipo é de difícil controle, já que não é possível contar com o espírito exclusivamente colaborativo e construtivo de todos os participantes. Já o terceiro tipo apresenta o risco (legal) das indicações, já que há uma pessoa a quem imputar a responsabilidade por uma indicação ruim.
Apesar dos comentários de Barry serem bastante interessantes, vale a pena lembrar que uma das diretrizes de interação recomenda que usuários novatos tenham menos opções que os usuários mais experientes. Pode ser que estes últimos se sintam bastante confortáveis com o excesso de opções. É uma questão a investigar.
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