Outra teoria citada por Nakatsu, Rauterberg e Vorderer é a do fluxo de Mihaly Csikszentmihalyi. Para esse professor de psicologia, “o fluxo é um estado mental de operação em que uma pessoa está totalmente imersa no que está fazendo” (Wikipedia).
O fluxo é alcançado quando várias das condições abaixo são encontradas em uma atividade:
- Objetivos claros - tanto as expectativas quanto as regras.
- Concentração - a pessoa se concentra na atividade em questão, não fazendo mais nada em paralelo.
- Perda da autopercepção - a pessoa deixa de preocupar consigo mesma.
- Percepção distorcida do tempo - parece que o tempo anda mais rápido.
- Respostas rápidas - a pessoa tem feedback imediato e permanente dos seus sucessos ou fracassos.
- Equilíbrio entre os desafios e as habilidades - nem muito fácil nem muito difícil.
- Sentimento de controle - a pessoa se sente no controle do que está fazendo.
- Recompensa intrínseca - a atividade por si só é recompensadora, não havendo necessidade de recompensas externas.
Talvez a questão mais importante do fluxo de Csikszentmihalyi seja o equilíbrio entre os desafios e as habilidades. Um desafio muito maior do que as habilidades das pessoas leva à ansiedade. Já um desafio baixo, para pessoas com muitas habilidades, leva ao tédio. Essa relação é mostrada na figura abaixo.

Esse modelo de Csikszentmihalyi foi mais tarde modificado por outros pesquisadores que consideraram que baixas habilidades, mesmo que para desafios pouco expressivos, não levam ao estado de fluxo, mas a uma apatia. Assim, eles propuseram o seguinte modelo:

De acordo com esse modelo, o fluxo só é alcançado quando há um equilíbrio de grandes desafios e altas habilidades.
Continua…
1 resposta até agora ↓
1 Imersão - 8/04/2008 às 9:59 am
[…] concluem lembrando que há um forte elo do conceito de imersão proposto por eles ao conceito de fluxo de […]
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