Continuando a argumentação de que os seres humanos são seres que necessitam das mudanças – eles não podem perceber sempre o mesmo contexto e não podem fazer sempre as mesmas coisas -, Nakatsu, Rauterberg e Vorderer apresentam uma idéia semelhante à zona de desenvolvimento proximal de Vygostky.
Na proposta deles, o ambiente externo é chamado de contexto. Um contexto, possui uma complexidade externa. Na mesma linha, as pessoas, dada suas capacidades de aprendizado, são chamadas de ‘sistemas aprendedores‘ e possuidoras de uma complexidade interna. A diferença entre o conhecimento do sistema aprendedor e a realidade do contexto é chamada, pelos autores, de incongruência.
Dentro da justificativa de que toda pessoa necessita de mudanças, eles afirmam que é necessária a existência de uma certa incongruência e, à medida que o sistema aprendedor busca confirmações para diminuir essa incongruência, busca também mudanças que gerarão mais incongruência. O equilíbrio entre as confirmações e as mudanças manterá sempre uma incongruência e garantirá o aprendizado permanente do sistema aprendedor.
Se o nível de incongruência for muito baixo ou muito alto, muito abaixo ou muito além da capacidade do sistema aprendedor, então provavelmente haverá uma perda de interesse.
Essa teoria de Nakatsu, Rauterberg e Vorderer é ligada às emoções. Uma situação de equilíbrio entre confirmações e mudanças dá origem a emoções positivas. As situações desequilibradas levam a emoções negativas, entre as quais destacam-se o tédio e a monotonia.
O tédio ocorre quando há o sentimento de não haver possibilidades de provocar novas mudanças, ou seja, o contexto é fixo. Isso ocorre quando não há ferramentas ou oportunidades para ação.
A monotonia surge quando há o sentimento de se fazer sempre a mesma coisa, ou seja, o sistema aprendedor é fixo, não evolui. Isso ocorre quando não há aprendizado e/ou oportunidades de ação sobre sua própria condição.
Continua…
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