Ainda no segundo podcast para seu blog The Bear’s Grove, Sam Chupp apresenta como introduzir o romance em uma narrativa interativa. Um romance, de acordo com ele, aprofunda uma história, a torna mais humana.
Ele faz algumas sugestões para introdução do romance na narrativa. em primeiro lugar, sugere que é necessária uma pré-disposição para aceitação do romance. O participante deve entender e aceitar isso, pois, caso contrário, pode haver inibição ou uma sensação de falsidade.
Em segundo lugar, é importante haver uma preparação mais elaborada das personagens. Sam coloca que o criador entrar no coração delas. Isso quer dizer que é importante conhecer qual é a experiência romântica das personagens, como foram seus relacionamentos no passado, que problemas surgiram nesses relacionamentos, como é a vida sexual atual e passada delas, se se interessam por pessoas do sexo oposto, do que mais gostam e desgostam, o que acham atraente nos outros, etc.
Em terceiro lugar, o criador deve entender que um romance tem uma estrutura. As etapas mais usuais nos romances são: o encontro, o flerte, o crescimento de uma tensão sexual, o desafio dos limites e das barreiras, a crise e o desfecho, seja ele a favor ou contrário à continuação do romance. Além disso, um romance provoca mudanças nas personagens.
Nada disso, entretanto, trata de interatividade. A interatividade ocorre quando o romance envolve o participante e para isso Sam coloca duas possibilidades: o romance ser entre dois participantes ou entre um participante e uma personagem.
Por não haver muito mais detalhe nesse podcast, apenas a promessa de mais informações nos próximos, o resto passa a ser reflexão minha.
Entendo que no primeiro caso, a construção do perfil romântico citado acima pode ser feita pelo próprio participante. E esse perfil não precisa ser o real, uma vez que trata-se de uma situação inicialmente fictícia. Para que a atividade não deixe de ser uma narrativa interativa, o ambiente deve prover um contexto para o relacionamento entre pessoas. Situações pré-definidas devem conduzir as interações provocando aproximações e afastamentos.
No segundo caso, entendo que as interações podem ser mais rígidas, seguindo um roteiro pré-estabelecido. Apenas é importante, e isso é afirmado por Sam Chupp, superar qualquer preconceito sobre um ‘relacionamento virtual’ com uma personagem fictícia. Como os romances são, na maioria das vezes, do interesse de adultos, espera-se que eles tenham maturidade suficiente para não misturar as bolas.
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