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Narrativas interativas no trabalho

16/10/2006 · Sem comentários

Contar histórias é uma das atividades mais antigas do mundo. Foi com base nesse fato que Martin A. Siegel pensou na possibilidade de estudar a sua aplicação em grupos de trabalho, como relata no artigo Interactive narrative tools to generate insight within a collaborative work team.

Ele defende a idéia de que a narração de histórias é uma forma mais envolvente de mostrar como problemas foram ou podem ser resolvidos. Em um dos casos citados no artigo, uma história sobre um menino questionando seu pai sobre um folheto racista, mostra a importância de se preocupar em evitar os crimes de ódio. As discussões sobre esse cenário, feita por membros da equipe de trabalho designada, permitem que a história evolua, chegando à fase de proposta de soluções para o problema.

Outro caso citado é o dos representantes técnicos da Xerox, contado por John Seely Brown. Nesse caso, Brown descobriu esses técnicos tentavam entender um problema através da narração de histórias, pois através delas era mais fácil formular, representar e apresentar modelos mentais para o funcionamento e os problemas das máquinas.

Para o autor, existem três características essenciais nessa atividade:

  • Autenticidade - Uma histórica contada no ambiente de trabalho deve ser realista, deve conectar diretamente com a vida profissional das pessoas. A história pode ser sobre liderança, estratégias de marketing, invenção de produtos ou assuntos similares, mas deve ser situada no contexto de trabalho das pessoas.
  • Colaboração - A história deve dar espaço para a sabedoria coletiva, para a participação de todos. Uma história, especialmente do tipo que busca insights deve permitir que os membros de uma equipe de trabalho forneçam suas perspectivas individuais.
  • Conversação - Um história apresentada a um grupo deve estimular a conversação. Essa atividade é útil para unir o grupo e para definir as normas de interação. Quanto maior for o nível dessas interações, maiores as chances da história evoluir no sentido desejado. Para isso, deve haver uma ferramenta interativa que permita essas interações.

De acordo com Siegel, a idéia é que o foco da história mude do cenário pré-produzido para a história criada pelo grupo. “O grupo se torna a história”.

Tags: Interatividade · Processo narrativo

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