Outro assunto abordado por Phoebe Sengers no seu artigo The engineering of experience, para o livro Funology: From Usability to Enjoyment (Human-Computer Interaction Series), é a tentativa dos desenvolvedores de software de criar modelos para tudo. O problema é ainda maior quando se trata da criação de modelos para as pessoas, pois certamente eles distorcerão a complexidade, a confusão, a má definição e o enigmatismo da natureza humana.
A alternativa de Sengers aos modelos é o seguinte conjunto de diretrizes:
- Ao invés de representar a complexidade, estimule-a na mente do usuário. Isso permite, por exemplo, que um coração em um balão de diálogo no jogo The Sims seja interpretado como uma declaração amorosa.
- Ao invés de representar a complexidade, crie amarrações. A definição do comportamento dos elementos do sistema a partir do comportamento humano é suficiente para gerar uma resposta complexa. A idéia é que é melhor considerar a complexidade humana como entrada para determinar como funciona o sistema do que tentar criar essa complexidade a partir do zero.
- Pense em significado, não em informação. As pessoas não se preocupam com os dados, mas com o significado destes para eles. E a interpretação depende de cada um e do seu contexto.
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