Das minhas leituras

blog.kutova.com

Das minhas leituras header image 2

Modelos (eternamente) insuficientes

09/11/2006 · Sem comentários

Outro assunto abordado por Phoebe Sengers no seu artigo The engineering of experience, para o livro Funology: From Usability to Enjoyment (Human-Computer Interaction Series), é a tentativa dos desenvolvedores de software de criar modelos para tudo. O problema é ainda maior quando se trata da criação de modelos para as pessoas, pois certamente eles distorcerão a complexidade, a confusão, a má definição e o enigmatismo da natureza humana.

A alternativa de Sengers aos modelos é o seguinte conjunto de diretrizes:

  • Ao invés de representar a complexidade, estimule-a na mente do usuário. Isso permite, por exemplo, que um coração em um balão de diálogo no jogo The Sims seja interpretado como uma declaração amorosa.
  • Ao invés de representar a complexidade, crie amarrações. A definição do comportamento dos elementos do sistema a partir do comportamento humano é suficiente para gerar uma resposta complexa. A idéia é que é melhor considerar a complexidade humana como entrada para determinar como funciona o sistema do que tentar criar essa complexidade a partir do zero.
  • Pense em significado, não em informação. As pessoas não se preocupam com os dados, mas com o significado destes para eles. E a interpretação depende de cada um e do seu contexto.

Tags: Design de experiências

0 respostas até agora ↓

  • Não há comentários ainda... Seja o primeiro a opinar.

Deixe um comentário