Das minhas leituras

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Equipes multidisciplinares

16/11/2006 · Sem comentários

Eu gostaria de retomar a discussão final na minha apresentação para o 2º Dia Mundial da Usabilidade, que era a necessidade de equipes multidisciplinares para o Design de Interação (que envolve a Usabilidade). Agora, depois de refletir um pouco mais sobre o assunto, me parece necessário apresentar uma terceira alternativa. Neste post, não coloco teoria sobre o assunto, apenas opiniões pessoais.

O que eu disse no evento é que acreditava que o envolvimento de profissionais das áreas de psicologia, sociologia, filosofia, fisioterapia e afins, não eram essenciais pelos seguintes motivos:

  • A participação dessas pessoas representa um gasto e nem sempre há recursos disponíveis para isso. Havendo limitação de gastos, é melhor ter um designer do que um psicólogo. Se não houver limitações, não há porque não ter ambos.
  • O conhecimento necessário dessas áreas não é tão profundo, sendo possível a profissionais de outras áreas apreendê-los. Só é importante lembrar que conhecimento é diferente de experiência. Ter um conhecimento não significa saber empregá-lo (e nem da melhor forma).
  • Mesmo que na tentativa de contribuir, os profissionais de outras áreas podem tentar buscar soluções perfeitas, promovendo discussões por demais teóricas e de ganho marginal. Isso poderia, eventualmente, comprometer o desempenho da equipe de trabalho.

Se esses motivos não corresponderem aos fatos em algum projeto, então, mais uma vez, é bom ter uma equipe multidisciplinar.

Mas a decisão não precisa ser tão radical - ter ou não ter. A terceira alternativa que vejo é repensar a formação dos profissionais da área, ou seja, ao invés de equipes multidisciplinares, talvez o melhor seja ter profissionais multidisciplinares.

Entretanto, enquanto estivermos limitados pelos currículos de referência, será difícil pensar em uma graduação em Design de Interação. Nesse caso, sobra apenas a educação continuada.

O termo “educação continuada” indica que a necessidade de educação é para o resto da vida. Isso é facilmente comprovado através do volume absurdo de informações que são disponibilizadas diariamente. Mas não indica que a sua única forma seja através de cursos. Ler artigos e livros, assistir a palestras, fazer cursos de curta-duração e/ou programas mais longos (como a especialização, o mestrado e o doutorado) são algumas das alternativas. Até mesmo um grupo de discussão, ao redor da mesa de um bar, pode ter resultados surpreendentes.

A de melhor relação custo-benefício, acredito eu (porque trabalho com isso), é a de cursos de especialização seguida de cursos menores quando a atualização se fizer necessária.

Já existem alguns cursos de especialização em Design de Interação (ou similar). Em uma busca rápida na Internet, encontrei os seguintes:

A lista acima refere-se a ofertas e não a sugestões. Não tenho qualquer conhecimento dos programas, exceto do curso da PUC Minas, do qual faço parte do corpo docente.

Bom, é isso que eu tinha para dizer. Você concorda? Eu gostaria de discutir mais o assunto.

PS: O que considero como áreas básicas para o Design de Interação são: computação, comunicação e design.

Tags: Design de experiências

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