No artigo Building an Interactive Drama Architecture, Brian Magerko e John Laird apresentaram vários requisitos para os dramas interativos. São eles:
Expressividade - Cada evento da história deve ser quebrado em O QUE aconteceu, QUEM estava envolvido, QUANDO aconteceu, ONDE, COMO e POR QUE aconteceu. Essas metainformações são úteis e necessárias para associação entre os eventos da narrativa, uma vez que vários caminhos podem ser seguidos pelos usuários. Além disso, elas ajudarão a controlar o estado do ambiente ou mundo virtual.
Variabilidade - A idéia da interatividade é permitir que o usuário influencie a história. Assim, o desenrolar desta deve ser variável. Mesmo que determinados eventos sejam necessários para a trama (p.ex.: personagem A deve encontrar personagem B), a forma como esses eventos acontecem deve variar (p.ex.: acontecer em locais diferentes) a cada vez que o usuário tomar decisões diferentes.
Flexibilidade - O usuário deve ter tanta liberdade quanto for possível. Se determinada ação dele não impede o desenvolvimento da trama, então não deve haver obstáculos a essa ação.
Autonomia - Os dramas interativos devem ser escritos a partir dos seus eventos principais. As personagens, através da inteligência artificial, devem ser capazes de interagir de forma autônoma com o usuário. Isso evita que o escritor tenha que prever todas as interações possíveis do usuário com essas personagens. Isso não quer dizer, entretanto, que a história deva ser conduzida pelas personagens.
Análise do comportamento do usuário - A todo momento perguntas como “É possível seguir com a trama a partir daqui?“, “É provável que o usuário alcance o próximo ponto da trama?“e “Se não for, o que pode ser feito para que ele retome o caminho correto da narrativa?” devem ser feitas. Obviamente, respostas a essas perguntas devem ser elaboradas.
Magerko e Laird lembram também que existem dois tipos de participação dos usuários nos dramas interativos: aqueles em que eles assumem o controle de uma personagem, geralmente o protagonista, e aqueles em que eles fazem o papel de observadores, mas como poderes de influência no desenvolvimento da trama.

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