Lopes (2001) avaliou o uso dos jogos de empresa como técnica de ensino/aprendizagem com 290 participantes de programas de pós-graduação lato sensu. 94% deles consideraram os jogos uma experiência superior a outros métodos, como o estudo de casos, mas o Lopes lembra que tal avaliação pode ser “influenciada por diversos fatores como, por exemplo, a empatia estabelecida entre participantes e o desempenho obtido pelo grupo no jogo”.
O autor alerta para o fato de que não é raro que os participantes com desempenho inferior questionem o modelo e os algoritmos do jogo e que deixem que sua frustração influencie a avaliação qualitativa que fazem da atividade
Um último aspecto tratado por Lopes é que a adequação dos modelos de jogos à realidade vivida pelas empresas. Sua impressão é de que a quase totalidade dos jogos é pouco flexível e opera com base na gestão estratégica convencional, mesmo que com desafios nos seus limites. A realidade das empresas, por outro lado, é bem mais dinâmica, sujeita a rupturas tecnológicas, culturais e das práticas de gestão.
REFERÊNCIA: LOPES, Paulo da Costa. Jogo de Empresas Geral: a perspectiva do animador com a utilização na pós-graduação lato sensu . In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO – EnANPAD, 15, 2001, Campinas. Anais… Campinas: ANPAD, 2001.
1 resposta até agora ↓
1 Prof. esp. Fabio Azevedo - 18/06/2008 às 7:50 pm
Discordo em parte, a focalização do jogo é de responsabilidade do facilitador, que a usa para o desenvolvimento de competências e em prol dos objetivos organizacionais. a simulação estimula a reflexão a análise de dados para a tomada de decisão, e é muitas vezes a única ferramenta vivencial disponivel ao início de uma capacitação real do gestor com a realidade coorporativa.
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