Mury (2002), citado por Machado e Campos (2003), estabelece uma diferença básica entre simulação e jogo. Para ele, uma simulação depende de um modelo que tenha as características do sistema original sem ser excessivamente complexo. Um jogo é uma simulação em que há participação ativa do ser humano.
Enquanto numa simulação espera-se a maior correspondência possível com a realidade, num jogo as pessoas podem ou não assumir identidades totalmente diferentes das reais, desde que respeitando as regras do ambiente (MURY apud MACHADO; CAMPOS, 2003).
Malone (1980), lembrando que o aprendizado pode ser divertido, acrescenta uma característica aos jogos: a fantasia. Ele explica que as fantasias mostram ou invocam imagens de objetos físicos ou situações sociais que não existem na realidade ou não estão presentes no momento e estão diretamente ligadas às necessidades emocionais dos jogadores. Como é muito difícil prever quais serão essas respostas emocionais, Malone apenas garante que os jogos mais bem sucedidos possuem fantasias que as provocam.
REFERÊNCIAS:
MACHADO, Alander Ornellas ; CAMPOS, Renato de. Proposta de um Jogo de Empresas para a Simulação de Operações Logísticas. In: SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO - SIMPEP, 10, 2003, Bauru. Anais…. Bauru: UNESP, 2003. v. 1.
MALONE, Thomas W. What makes things fun to learn: heuristics for designing instructional computer games. In: SYMPOSIUM ON SMALL SYSTEMS - SIGSMALL, 3, Palo Alto, Califórnia. Proceedings of …. New York: ACM Press, 1980. p. 162-169.
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